Escriturando
Este blog tem como objetivo incentivar o amor à leitura e à escrita como forma de liberdade. O inquietante universo criado pelas palavras é o que mais me instiga. Poesias, contos, minicontos, assuntos relacionados aos livros, notícias interessantes sobre o mundo das letras serão muito bem-vindas. Aliás, todas as formas de LITERATURA. A proposta é sair por aí escriturando a vida, num movimento de devir sempre desvelado pelo ato de escrever.
domingo, 9 de setembro de 2012
O desejo incontido
É sempre difícil traduzir literariamente o surrealismo nosso de cada dia, mas não podemos parar.
A palavra é nossa propulsora, o que nos leva para frente, o que nos sustenta quando tudo parece ruir. Uma boa palavra e uma palavra boa alimentam nossa alma naqueles dias em que as presenças ficam escassas. Nesses momentos, elas surgem em locomotivas e vibram carinhosamente, adoravelmente, amorosamente... Então, peguem-me pelas mãos.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Miniconto
- Ritinha, Ritinha! faz assim não. A frase batia-lhe a cabeça. Atordoava-o. Escorria-lhe pelos ossos um líquido frio e impaciente. Quando a veria de novo? Espremia-lhe o tempo. Sabia que não era o único.
Mensagem aos leitores
Amigos,
Por motivo de trabalho, fiquei algum tempo longe do blog. Como vocês já devem ter percebido, escrever exige tempo e reflexão, artigos cada vez mais escassos nesses nossos tempos supersônicos. Mas, como o desejo de traduzir em palavras o que não desgruda da mente é sempre mais forte, decidi que, parafraseando uma antiga canção popular... "quem quer faz o momento e não pode ficar a espera do tempo", portanto, lá vamos nóis tra vez...
Por motivo de trabalho, fiquei algum tempo longe do blog. Como vocês já devem ter percebido, escrever exige tempo e reflexão, artigos cada vez mais escassos nesses nossos tempos supersônicos. Mas, como o desejo de traduzir em palavras o que não desgruda da mente é sempre mais forte, decidi que, parafraseando uma antiga canção popular... "quem quer faz o momento e não pode ficar a espera do tempo", portanto, lá vamos nóis tra vez...
sábado, 28 de janeiro de 2012
Pra você
Hoje eu me sinto como um cão sem dono,
um abismo que não se vê o fundo,
a fruta abandonada ao chão.
Tudo parece incerto.
Não há flores no jardim,
nem crianças na praça, apenas a relva seca
espera cair o orvalho.
Hoje não há palpitação,
nem batimentos descoordenados,
apenas soluços internos e um profundo silêncio.
Quero gritar, mas não há quem escute.
Quero sorrir, mas graça não há.
Quero sentir a brisa que passa,
mas dentro de mim, apenas ruge um vulcão.
Ainda será possível o encontro das águas?
O desenho das nuvens?
As gotas da chuva?
ou apenas as bruscas e torrenciais quedas d'água?
Não há caminho e,
resposta,
tampouco.
Como um cão que fareja,
busco encontrar o cheiro da sua pegada,
sentir um pedaço da sua presença,
romper todos os estigmas,
revelar todos os enigmas,
descobrir a sua chegada.
Um único som ecoa dentro de mim...
um abismo que não se vê o fundo,
a fruta abandonada ao chão.
Tudo parece incerto.
Não há flores no jardim,
nem crianças na praça, apenas a relva seca
espera cair o orvalho.
Hoje não há palpitação,
nem batimentos descoordenados,
apenas soluços internos e um profundo silêncio.
Quero gritar, mas não há quem escute.
Quero sorrir, mas graça não há.
Quero sentir a brisa que passa,
mas dentro de mim, apenas ruge um vulcão.
Ainda será possível o encontro das águas?
O desenho das nuvens?
As gotas da chuva?
ou apenas as bruscas e torrenciais quedas d'água?
Não há caminho e,
resposta,
tampouco.
Como um cão que fareja,
busco encontrar o cheiro da sua pegada,
sentir um pedaço da sua presença,
romper todos os estigmas,
revelar todos os enigmas,
descobrir a sua chegada.
Um único som ecoa dentro de mim...
domingo, 15 de janeiro de 2012
Miniconto
Tudo já se aquietara. Ao lado, confidências que esperam e sonham todos os seres. Será que ainda viria?...circulava-me a cabeça. Não adiantava. Virei e dorrmi.
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